Sexualidade e Câncer

sexualidade

Todos sabemos que o assunto da sexualidade é carregado de muitos tabus e estigmas sociais. Se voltarmos no tempo, vamos constatar que a sexualidade esteve sempre associada à procriação, à continuidade da espécie humana. Caso contrário, era associada à vulgaridade, ou seja, a hábitos que estavam fora das regras sociais, que era proibida de ser falada.

Outro dia, eu fui convidada para dar uma palestra sobre este assunto, e uma das mulheres – uma senhora que apresentava ter uns 70 anos – que estava assistindo, pediu a palavra e contou-nos que até a menstruação era um assunto proibido de ser falado na sua casa.

Esta ideia da sexualidade é totalmente avessa à condição de saúde. O que quero dizer com isso? A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a sexualidade é essencial à saúde, pois além das condições biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, esta compõe o senso de identidade pessoal.

Então, alguém que não se sente à vontade com a sua sexualidade, que não se toca, que não busca caminhos para a obtenção de prazer, para a troca afetiva e íntima com o outro, não está cuidando da sua saúde, não está exercitando o auto-cuidado.
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RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

Como disse o nosso querido Chacrinha, quem não se comunica, se estrumbica! É disso que quero falar aqui para vocês. Todo relacionamento acontece através da comunicação, não é mesmo? Pode ser através de palavras, gestos, expressões faciais e até mesmo, o silêncio.

Quando uma mulher se depara com o câncer de mama, a comunicação com os seus médicos e com os profissionais de saúde que integram a equipe multiprofissional, será seu principal instrumento para um bom vínculo e um diálogo de qualidade. O andamento do seu tratamento será possível e esperançoso conforme a relação estabelecida com a equipe que lhe cuida. E esta relação só poderá ser confiável, com sentimentos de segurança e dignidade, se houver verdade e transparência na comunicação. 
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