TRATAMENTOS ALTERNATIVOS

Suco-de-Couve

Outro dia me assustei com uma pessoa que me disse achar errado quando uma pessoa, ao descobrir um câncer em estágio inicial, ter logo que fazer um tratamento convencional, não poder ter opções de não se render à indústria/máfia da medicina e medicamentos.

Como assim, gente??? Sério isso, produção?

Eu até consigo respeitar a opinião alheia, mas não posso compactuar com isso. Preciso desabafar.

Antigamente, a opção de tratamento de câncer de mama era SUPER invasiva! A única forma, pelo que sei, além de uma quimioterapia que fazia basicamente todo mundo passar muito mal, era a mastectomia, independente do caso. Os diagnósticos não eram precoces por conta da falta de informação.

De muito tempo pra cá, a medicina evoluiu MUITO. Hoje em dia, em um tumor diagnosticado precocemente, as chances de cura serão cerca de 98%. Quanto menor o tumor, um tratamento será menos invasivo. Não necessariamente a pessoa ficará mutilada. Eu conheço uma pessoa que tirou um tumor de 0,8 milímetros e nem parece que fez cirurgia, por conta da pequena margem que foi retirada.

Nenhum médico que se preze vai te passar um tratamento sem necessidade. O grande lance é encontrar um profissional de sua confiança e acreditar no diagnóstico dele, nos anos de estudo.

As drogas são fortes, agridem o organismo, mas também te salvam. Depois, tudo volta ao normal.

Quem quer tomar chás e confiar APENAS em um alimento X, viver de luz ou de comidas verdes, paciência. Só não reclamem depois e tomem MUITO cuidado (se tiverem amor às suas vidas).

Quando ficamos doentes, SEMPRE aparece um parente que tem um amigo que tem um amigo que se curou de um câncer apenas tomando suco de couve. Será? Se quiser tomar, tudo bem. Só ANTES fale com seu médico. Muitos chás e ervas podem atrapalhar os tratamentos convencionais. Não custa nada perguntar.

E boa sorte nas suas escolhas.

Deixo claro que isso é MINHA OPINIÃO. 

Bjs

Paula

DEPOIMENTO: ROMILZA MEDRADO – UMA VIDA DE LUTA CONTRA O CÂNCER!

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Bem, para falar de quase 27 anos na luta pessoal contra cânceres, dos quais dois, foram de mama, bi lateral, gostaria de compartilhar com vocês, alguns sentimentos, conhecimentos e vivências, porque, também fundei uma entidade que cuida de pacientes com câncer há mais de 40 anos.

Pois bem, quando uma pessoa é acometida de câncer há um grande impacto não só sobre ela, mas também entre os que lhe são próximos, e todos são acometidos de uma espécie de “síndrome do câncer”. Nessa ocasião todos se lembram de alguém saudável e alegre que, após um diagnóstico de câncer, faleceu em meio a muito sofrimento.

O câncer lembra a “morte”, e a “morte” é o fim da vida, ou pelo menos, desta vida, como acreditam os espiritualistas de quase todos os credos. Na verdade, embora seja a “morte” a nossa única certeza, ninguém se sente confortável falando sobre ela e nunca está preparado para enfrentá-la.
O câncer ainda constitui um tabu, sendo esta palavra pronunciada à meia-voz ou através dos mais diversos pseudônimos, como “CA”, “tumor maligno”, ou “aquela doença”, e o paciente é sempre poupado de ouvi-la para que sejam evitados maiores constrangimentos…

Outro detalhe que atormenta a vida de muita gente diz respeito ao fator surpresa. A falta de sintomas iniciais pode acarretar um diagnóstico, quase sempre tardio que muitas vezes inviabiliza a cura, embora saibamos que, diagnóstico precoce e tratamento em tempo real, traz chances de mais de 90% de cura.

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Sexualidade e Câncer

sexualidade

Todos sabemos que o assunto da sexualidade é carregado de muitos tabus e estigmas sociais. Se voltarmos no tempo, vamos constatar que a sexualidade esteve sempre associada à procriação, à continuidade da espécie humana. Caso contrário, era associada à vulgaridade, ou seja, a hábitos que estavam fora das regras sociais, que era proibida de ser falada.

Outro dia, eu fui convidada para dar uma palestra sobre este assunto, e uma das mulheres – uma senhora que apresentava ter uns 70 anos – que estava assistindo, pediu a palavra e contou-nos que até a menstruação era um assunto proibido de ser falado na sua casa.

Esta ideia da sexualidade é totalmente avessa à condição de saúde. O que quero dizer com isso? A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a sexualidade é essencial à saúde, pois além das condições biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, esta compõe o senso de identidade pessoal.

Então, alguém que não se sente à vontade com a sua sexualidade, que não se toca, que não busca caminhos para a obtenção de prazer, para a troca afetiva e íntima com o outro, não está cuidando da sua saúde, não está exercitando o auto-cuidado.
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A NEURA COM O CABELO DE NICOLE

Eu não vejo novela, mas sei que existe uma personagem, a Nicole (interpretada por Marina Ruy Barbosa), que descobriu que tem câncer e tem poucos meses de vida. O que se esperava era que ela fizesse quimioterapia e perdesse o cabelo, como acontece com a maioria das pacientes.
Foi então que começou uma comoção nacional para que o autor não fizesse com que a atriz perdesse suas lindas madeixas ruivas. E não é que eles conseguiram? “O drama de Nicole”, “O Dilema da atriz”, “Chocante! Marina Ruy Barbosa terá que raspar a cabeça”, eram os títulos das matérias que eu lia.

Quer saber o que eu acho? Ridículo.

Se ela é atriz, tem que estar preparada para esse tipo de coisa: raspar a cabeça, cortar os cabelos, pintar e etc, para encarnar o personagem em questão.

Muitos falam que o autor desistiu de mandar Marina cortar os cabelos pq ela tem um contrato milionário com a L’Óreal. Que seja! Continuo achando ridículo.

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RADIOTERAPIA NO CÂNCER DE MAMA

Acabei de perceber que eu nunca havia postado sobre radioterapia aqui – um dos assuntos que mais me perguntam! Então, peguei o post que eu já tinha feito para o meu outro blog, o Mulherzinha, e dei uma repaginada!
Acho que não é nada mais que minha obrigação em fazer esse post para vcs e para todas as pessoas que vão passar pelo tratamento. Acho que depois de ter tido câncer de mama, uma das minhas missões é ajudar e alertar, como venho tentando fazer.Uma das coisas que mais acontece com quem está passando pelo câncer é o medo do desconhecido. Eu tive e, por isso, resolvi fazer esse post bem detalhado.Logo antes da radioterapia, me bateu uma curiosidade grande sobre como era o processo e como o peito iria ficar. Pesquisei na internet e encontrei muito pouca informação, principalmente no que diz respeito ao aspecto do peito.Não quero assustar ninguém, mas acho que é bem melhor estar ciente de tudo que vai acontecer do que ou vir versões “suaves” como as quais os médicos me passavam. É muito provável que as reações variem de pessoa para pessoa, então é importante deixar claro que tudo aqui aconteceu COMIGO. As pessoas me falavam “a rádio é super tranquila, bem melhor que a quimio!”. Ela pode até ser melhor que a quimio, mas não é tão tranquila assim. O que posso dizer? Dos males, o menor.

O processo é o seguinte:

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CAMPANHA: DOE LENÇOS E BONÉS. DOE AUTOESTIMA!

O Projeto Repartir, um grupo de voluntárias de Salvador, está com uma linda campanha de elevação da autoestima de pacientes em tratamento de câncer.

A campanha consiste em 2 partes:
– Arrecadação permanente de bonés e lenços, adultos e infantis, que podem ser entregues na loja Valmari (Pituba Parque Center – Salvador / BA) ou enviados pelo correio (para informações, entre em contato com o Projeto Repartir através da fanpage)

– Visita a instituições assistenciais sem fins lucrativos para uma conversa, lanche, brincadeiras, aula de turbantes, entre outros. Confira as fotos das duas primeiras visitas! Continuar lendo

DEPOIMENTO: ANA PAULA ANDRADE MOREIRA

Sou Ana Paula Andrade Moreira, baiana, solteira, 39 anos de idade, empresária, professora universitária, palestrante e consultora de Recursos Humanos. Tenho cinco sobrinhos lindos, uma mãe maravilhosa, dois irmãos que me amam muito, uma cachorrinha linda e muitos amigos. Sou uma pessoa de bem com a vida. Minha maior qualidade: Otimismo. 

Passei por momentos de trauma na minha vida: tive um dramático choque em 2010, com a perda do meu primeiro filho durante a gestação. Algum tempo depois, veio a separação do meu companheiro. Em 2011 tive outra perda: a morte de meu pai.

Mesmo com tantas dores, nunca deixei de acreditar em Deus e numa vida melhor! Busquei ajuda de psicólogos para superar as dores e o esporte para me tirar da tristeza e da solidão. Descobrir um verdadeiro amor pela corrida. Correr me faz bem e quando estou correndo sinto a presença de Deus! Desde então, passei a fazer muitos planos – inclusive a preparação para meia maratona no Rio de Janeiro em julho de 2013 e para a São Silvestre em São Paulo!

Foi então, no final de 2012, comecei a observar que algo não estava bem com minha mama direita. Confesso que em nenhum momento pensei que pudesse estar com câncer de mama. Logo eu que sempre tive uma vida muito saudável! Boa alimentação, prática de esportes regulamente (corrida, pilates e bike). Não imaginava que poderia fazer parte da estatística de mulheres com a doença!

Somente em janeiro de 2013 parei para ir ao médico. Passei três meses achando que tinha um simples caroço na mama. Não tinha nenhum histórico da doença na família e fazia os meus exames periodicamente.   Mas a vida me surpreendeu com diagnóstico de câncer de mama.

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RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

Como disse o nosso querido Chacrinha, quem não se comunica, se estrumbica! É disso que quero falar aqui para vocês. Todo relacionamento acontece através da comunicação, não é mesmo? Pode ser através de palavras, gestos, expressões faciais e até mesmo, o silêncio.

Quando uma mulher se depara com o câncer de mama, a comunicação com os seus médicos e com os profissionais de saúde que integram a equipe multiprofissional, será seu principal instrumento para um bom vínculo e um diálogo de qualidade. O andamento do seu tratamento será possível e esperançoso conforme a relação estabelecida com a equipe que lhe cuida. E esta relação só poderá ser confiável, com sentimentos de segurança e dignidade, se houver verdade e transparência na comunicação. 
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Senado aprova obrigação de reconstrução de mama pelo SUS

 
Projeto garante acesso das mulheres a procedimentos de procedimentos corretivos em casos de de retirada de tumor nos seios
O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira (26) um projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar a cirurgia plástica reparadora imediatamente após a retirada da mama, em casos de câncer.Aprovado em 7 de março do ano passado na Câmara, o texto segue para sanção presidencial.

Para a relatora da proposta, senadora Ana Amélia (PP-RS), a medida irá beneficiar principalmente as mulheres mais pobres. A senadora também comemorou a aprovação do texto, porque segundo ela, atualmente as cirurgias são adiadas indefinidamente no sistema público de saúde. Durante a tramitação na Câmara, deputados lembraram que, para a proposta ter efeito prático, é preciso reajustar a tabela de pagamentos do SUS.

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Câncer de mama aumenta entre as mais jovens

 
A incidência do câncer de mama avançado em mulheres de 25 a 39 anos nos Estados Unidos aumentou nos últimos 30 anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (27).
 
A pesquisa publicada no “JAMA”, a revista da Associação Médica Americana, descobriu que os casos passaram de 1,53 por 100 mil habitantes em 1976 para 2,9 por 100 mil habitantes em 2009.
Segundo os pesquisadores, isto representa um aumento médio ponderado de 2,07% por ano durante o período de 34 anos.
“A tendência não mostra sinais de diminuição e pode indicar um aumento da importância epidemiológica e clínica”, escreveram os autores do estudo, dirigido por Rebecca Johnson, do Hospital Infantil de Seattle e da Universidade de Washington.

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