Paula Dultra

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Quem estiver lendo esse texto e pensar “eu sou muito nova para ter câncer de mama”, quero dizer uma palavra: ESQUEÇA. Eu tive câncer de mama com 30 anos, fora das estatísticas, e conheço pessoas que tiveram com 24, 25. Conheço gente de todos os gêneros e classes sociais. Não importa. Se ele tiver que aparecer, aparecerá. O essencial é descobrir logo! Foi isso que aconteceu comigo. Percebi algo errado no autoexame. Mesmo vendo o exame, o mastologista disse que não era nada, pois eu era muito nova. Alguns meses depois, a doença foi detectada e, graças a Deus, deu tempo para ser diagnóstico precoce.

“Eu tenho o câncer, mas ele não me tem”. Não me deixei abater. Fiz quimioterapia, cirurgia, radioterapia. Fiquei careca e tudo mais que “se tem direito”. Mesmo assim, não deixei de trabalhar e me mantive sempre vaidosa, da forma que eu sou, e não fiz drama. Como esse não foi o pior momento da minha vida, procurei me informar sobre a doença, busquei a melhor equipe médica e fiz o que tinha que se feito. Foi uma fase que passou e ponto final.

Hoje eu divulgo a importância do diagnóstico precoce, escrevo no meu blog e sou palestrante. Ajudo mulheres de todas as partes do país que me encontram através da internet e, com isso, transformei a doença em algo positivo. Por que não? Convivo muito bem com as minhas cicatrizes, elas só me tornaram mais forte. Se eu enfrentei o câncer de uma forma excelente, não há mais nada que eu não possa enfrentar!

Paula Dultra

Foto: Uran Rodrigues

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